13.7.17

Daqui pra qualquer lugar



Você está focado em um destino, estudando todos os seus pontos interessantes e melhores roteiros, cofrinho enchendo, eis que surge uma oportunidade imperdível de ir para um outro lugar totalmente fora do seu eixo. Detalhe: amanhã. 

Outra situação: você tem apenas 05 dias para explorar determinado lugar, por isso pesquisou muito antes de chegar e fez uma programação com todos os lugares imperdíveis de visitar. No meio do caminho, você se depara com uma paisagem nunca vista na sua vida, uma série de atrativos que você não sabia da existência. E agora?

Na minha opinião, a resposta é a mesma para as duas situações: Vai! Vai sem medo, perde a pressa! Se joga!

Foco e planejamento é muito importante sim, mas às vezes a vida nos testa, ela brinca com a gente para ver até onde podemos ir. Isso vale para tudo. Quantas vezes planejamos casar com o primeiro relacionamento, se formar em x no ano y, comprar uma casa, mudar de vida, etc? Planejamento é muito legal, mas temos que estar preparados para quando ele não dá certo.

Eu tentava ir para a Chapada Diamantina há uns 03 anos. Nunca conseguia porque tinha um curto período de tempo para viajar e sabia que perderia 02 dias somente no deslocamento; em alta temporada as passagens para Salvador ficavam uma fortuna e os atrativos lotados. Fui demitida, achei uma passagem promocional a R$ 119,00 ida e volta e fui. Sem dinheiro, sem emprego e sem planejamento, em uma semana eu estava com a mochila nas costas e umas dicas econômicas do local, que foi o que deu pra fazer. Foi uma das viagens mais incríveis da minha vida: eu fui fora de temporada, fiz várias amizades com locais e ainda consegui conhecer os atrativos mais baratos, vazios e com calma! Será que se eu planejasse seria assim? Eu tenho quase certeza que não.


Chapada Diamantina - BA

Fui para o casamento de uma amiga em Miami e aproveitamos o final de semana para irmos aos parques de Orlando, porém no caminho, nos deparamos com uma reserva ecológica sensacional. Entramos no parque para vermos o que tinha de interessante e nos deparamos com springs paradisíacos. Como todos da viagem já conheciam a maioria dos parques, resolvemos gastar um dia do roteiro aproveitando esse local que descobrimos, ou seja, não modificamos o planejamento de datas, apenas de atrativos, o que tornou a nossa viagem viável e bem mais interessante. Eu não gosto muito de repetir destinos porque penso que ainda tenho muito para desbravar no mundo, então sempre que descubro algo diferente, acho que a viagem faz mais sentido.



Springs em Orlando

O que eu quero dizer é que muitas vezes nos programamos, estudamos, mas quando chegamos no local, percebemos que as coisas giram diferente, que existem locais interessantes que não são divulgados, que no caminho podemos nos deparar com um paisagem que não faz muita vista para quase ninguém, mas faz todo sentido para nós.

Então eu acho que planejamento é muito importante sim, mas não pode faltar o feeling e a abertura para não se prender a roteiros e planos e deixar escapar grandes oportunidades que aparecem na nossa frente.

16.6.17

Quem são os animais? Eles ou nós?

Knysna Elephant Park

Quando o assunto é animal, eu sempre fico muito cabreira. Meu sonho sempre foi ter contato com elefantes, golfinhos e girafas e, de certo modo, hoje me sinto realizada, apesar de ter passado por situações não muito agradáveis nesses passeios turísticos que infelizmente, em sua maioria, não são nada favoráveis aos animaizinhos.

A minha primeira experiência de contato com golfinhos foi em um parque venezuelano em Isla Margarita. O nome do parque é Waterland Mundo Marino (não vou colocar o link aqui porque não quero divulgar).

Eu na minha santa inocência, imaginei que o parque era localizado em uma praia e a interação com os animais era no estilo Cancun, em um recife de corais, que os golfinhos chegavam felizes para brincar com os turistas, mas meu mundo cor de rosa desabou quando me deparei com uma espécie de Sea World (uma tentativa, que mais parecia um clube de ferias) no meio do centro da cidade.

Confesso que pensei realmente em não entrar, mas na época, apesar de ter muita consciência ecológica, não tinha acesso aos materiais de hoje em dia, sobre abuso e maus tratos animais. Conclusão: eu não me senti à vontade com a situação, assim como já não frequentava zoológicos nem circos, mas também não conseguia mensurar a gravidade da situação. Até entrar...

A atividade durava em média 01 hora e era muito barata (cerca de R$ 40,00 por pessoa), portanto tinham várias opções de horários durante o dia, cerca de 08, o que significa que os bichinhos eram escravizados o dia inteiro. Até acredito que eles trocavam os animais em determinado momento, mas certamente não tinha quantidade suficiente para tanto.

O golfinho é um animal naturalmente dócil e brincalhão, eu realmente não consegui identificar sinais de maus tratos, cansaço ou algo do gênero, mas o principal fato é que o habitat deles não é uma piscina 10 X 10! Isso foi o que me revoltou já de início. Comecei a perguntar a respeito do resgate deles, se eles não conseguiam viver no mar por algum problema, mas a resposta foi bem desconversada em um espanhol daquele jeitinho especial que eles falam para turista nenhum entender.

A programação consiste em um show dos animais que dura cerca de 30 minutos (já odiei e achei totalmente desnecessário) e depois cada visitante fica responsável por um golfinho, com o qual interage de diversas maneiras, nadando, fazendo carinho, dançando. Essa parte é irresistível, mas quando deixei o local, foi inevitável não morrer de pena dos fofinhos e também me culpar por participar daquilo (por muito tempo e, com a massificação das informações na internet, minha culpa só piorou e aumentou a cada dia).

Por fim, eles ainda forçam bastante a barra para todo grupo fazer as atividades com leões marinhos por uma bagatela de R$ 5,00. A otária aqui fez, mas na verdade não foi o que mais me comoveu, porque poucas pessoas fazem, então tem apenas 02 ou 03 animais e eles realmente são carentes, talvez pela falta de atenção do público. Ok. Sei que eles também não deveriam estar ali, mas eles que me perdoem, mas não dá para disputar meu amor com os golfinhos, apesar de eu ter feito a atividade com eles mais por pena do que por interesse.

Mergulho com golfinho em Isla Margarita

Depois de me culpar por anos por isso, comecei a ter muito mais cautela para realizar meus sonhos de conhecer determinados animais. Nunca mais pisei no Sea World ou em qualquer outra atração que envolvesse shows com animais ou prisão dos mesmos, além de sempre pesquisar os locais antes de visitá-los, verificar as condições, o porquê dos animais estarem disponíveis ao público e, claro, os comentários dos visitantes.

Quando pisei em Cape Town, eu só conseguia pensar em uma coisa: elefantes. Comecei a pesquisar os melhores lugares para ter experiência com elefantes e o que eu achei mais legal foi o Knysna Elephant Park. É um parque enorme, onde eles resgatam elefantes que não têm mais condições de viver na selva e ressocializam eles. Com o tempo, eles foram se acostumando a conviver com humanos e tudo acontece muito naturalmente. Ao entrar, recebemos um treinamento que deixa bem claro que estamos no território deles, que de uma forma ou de outra, continuam sendo animais selvagens, como devemos nos portar, o que é ou não permitido e toda visita é monitorada por um guia especializado.

Começamos alimentando os elefantes para que eles gostem e se acostumem com a gente. Depois disso, existem algumas opções de passeio. Eu escolhi apenas caminhar com eles. E foi sensacional! Existe a opção de montar, mas diferentemente de outros lugares, o turista monta no elefante como um cavalo sem sela, o que não prejudica o animal. O parque também tem limite de visitantes e poucos horários de visitação, justamente para preservar a paz dos animais. Dentro do complexo, é possível também se hospedar e realizar eventos, como aniversários e casamentos.


Knysna Elephant Park

Minhas outras experiências com elefantes foram na Ásia. O elefante asiático é bem diferente do africano, não só no tamanho e aparência, quanto no temperamento. Todos são extremamente carinhosos e sociáveis e isso acaba os prejudicando, porque é muito fácil escravizá-los. Parece que eles realmente não têm a mínima noção da força e poder que possuem. Ficava imaginando na minha cabeça a revolta dos elefantes. Certamente se eles se unissem, não sobraria nada nem ninguém!

O animal foi banalizado em alguns países asiáticos. Em algumas cidades, em cada esquina tem um elefante, passando calor e maus tratos. Além de muito triste, é impressionante. Por diversas vezes vi "cuidadores" gritando e batendo neles e tive que me segurar muito para não me meter.

O meu primeiro contato com o elefante asiático foi por acaso, em Chiang Mai, Tailândia, quando entrei em um shopping para comprar uma água. Estava um calor escaldante e eu não conseguia mais prosseguir o meu caminho. Quando olhei para frente, achei que estava alucinando! Umas 10 jaulas com elefantes de todos os tamanhos, até filhotes. As pessoas pagavam cerca de R$ 50,00 para montar nos animais e sair passeando por dentro da cidade!

Fiquei paralisada por algum tempo, esqueci a água e, sem falar com ninguém, comecei a me infiltrar naquele ambiente como uma criança, quase entrando nas jaulas. Todos me ofereciam passeios e eu simplesmente agradecia e continuava a interagir com os elefantes. Exceto um senhor que queria me cobrar para tocar em um elefante, o restante dos "cuidadores" simplesmente me ignoraram e eu passei o meu dia naquele local.

Me encantei por um filhote que queria fugir para brincar comigo de qualquer jeito e depois de aproximadamente 30 minutos, me dei conta que a mãe dele estava querendo chamar minha atenção. Fiquei um pouco receosa, mas depois percebi que ela queria dividir carinho.


Filhote em Chian Mai
Apesar de ter sido um dia muito divertido para mim, não conseguia parar de pensar nas condições daqueles animais, comendo uma espécie de alfafa, sem água fresca e limpa (o filhote tentava puxar água de uma poça), em jaulas minúsculas, em um calor faraônico, alguns acorrentados, além de todos com uma espécie de cesto de aço em suas costas. Muito machucados e sendo obrigados a passear com até 04 turistas em suas costas por tempo indeterminado, Quanto mais turista, mais trabalho.


Mãe do filhote
Dentro dessa situação, eu fiz o que pude para amenizar a dor e sofrimento desses animais. Passei o dia inteiro brincando e dando amor, que era o que me cabia. Não sei o que é mais revoltante: ter o explorador de animais ou ter o turista que alimenta isso. E não é um ou outro, não. São muitos. Do mundo inteiro!

Depois de diversas situações como essa, eu descobri um local onde haviam várias fazendas de elefantes. A que eu escolhi para visitar chama-se Patara Elephant Farm. Lá eles trabalham com animais resgatados do trabalho escravo, dando-lhes melhores condições de vida, em um ambiente de floresta, com cachoeiras, rios, onde os visitantes podem banhá-los, dentre outras atividades ao longo do dia. Nessa região de Chiang Mai existem mais de 10 fazendas, todas com o mesmo conceito basicamente e algumas também aceitam trabalho voluntário com os elefantes. A diferença no semblante de felicidade deles é visível.

Patara Elephant Farm
Outro "sonho animal" que eu tinha, era interagir com girafas. Na África do Sul, fui em 03 diferentes locais para tentar realizar esse sonho, mas não consegui por completo. O último que fui foi o Inverdoorn Game Reserve, na cidade de Ceres. Lá eles possuem um programa exclusivo de interação com as girafas, além do safari comum. Infelizmente no horário em que eu cheguei, não havia mais disponibilidade e no dia seguinte não pude realizar por diversos motivos relacionados à saúde e bem estar dos animais, o que me confortou muito, porque pude perceber que eles tinham todo o cuidado necessário.

Inclusive isso é muito típico dos safaris, que respeitam os animais e o habitat natural deles. Se você sair e não conseguir encontrar o leão, paciência. Não foi seu dia! Ninguém fica procurando o coitado a todo custo pela floresta. Todos eles deixam bem claro que nós estamos invadindo o espaço dos animais e eles aparecerão se tiverem vontade e se sentirem à vontade.


Inverdoorn Game Reserve

Outro local que pra mim serve de exemplo para o turismo com animais é a Boulders Beach, a famosa praia dos pinguins da África do Sul. É uma praia considerada reserva ecológica, portanto ela é toda cercada para a proteção dos animais e você paga um valor na entrada para manter a preservação da mesma. Lá você interage com o pinguim que for com a sua cara e vem até você. Caso contrário, pode ficar parado no mirante, observando as belezas e os animais e nada mais. Eles vivem em harmonia em uma enorme comunidade e com uma praia inteira só deles!


Boulders Beach

Tanto na África do Sul como na Ásia, há uma presença muito grande de babuínos. Todos são alertados quanto a periculosidade do animal. Em algumas regiões mais turísticas, eles já chegam até mesmo a se profissionalizar no roubo, furtando carteiras e celulares dos visitantes, mas mais uma vez, que fique bem claro que quem está invadindo o espaço deles somos nós, portanto temos que nos responsabilizar além de tomar os devidos cuidados, como não alimentá-los e, em certos casos, fugir!


Babuínos sentindo o cheiro de comida no meu carro

Já fugi mesmo de muitos babuínos na África do Sul. Me hospedei em uma casa onde à noite uma família (mãe, pai e 02 filhotes) apareciam no telhado do meu quarto e se eu deixasse a janela aberta, eles entravam para roubar. Em resumo, durante uma semana, eu ficava presa em um único quarto do lado de fora da casa, sem banheiro de 19:00 às 08:00. Detalhe: eles batiam na porta para ver se eu iria abrir!

Em Bali se convive com macacos em todo e qualquer lugar que se anda. Todos já estão acostumados, mas alguns se aproveitam da inocência de alguns turistas (tipo eu!) para conquistá-los e conseguirem uns agrados. Eu já sabia que não podia alimentá-los, então em algumas situações, eles se sentiam iludidos comigo. Na pior delas, eu tomei uma mordida na cabeça!


Foi ele mesmo que me mordeu!
Fato é que eu fiz todo esse tour para falar sobre a conscientização que todos devemos ter quando se trata de animais. Eu mesma já me peguei fascinada por araras em cativeiro, já alimentei quatis em Foz do Iguaçu e fui perseguida por eles (eu com aquela cara de que não estava entendendo por que eles só ME perseguiam), comprei kilos de café feitos através de trabalho escravo de civetas (nunca imaginava que aquilo era cocô!), já caí no conto do golfinho e sei que pode acontecer de cair em vários outros, porque quem é fascinado pelo mundo animal, muitas vezes se encanta inicialmente pela oportunidade de estar mais perto deles e só depois se dá conta de que aquilo não é legal e que eles não estão felizes.

Tenha uma consciência ecológica. Entenda que existem animais selvagens com os quais você nunca poderá interagir, por maior que seja o seu desejo. Ao menos que você conheça um maluco que domestica em casa um leão, você nunca poderá encostar em um se ele não estiver dopado! Respeite a natureza das coisas e não tente burlar, caso contrário você estará prejudicando animais puros e indefesos. Não compactue com isso!

É hipocrisia dizer que somos sempre politicamente corretos, mas é necessário sermos mais cuidadosos para que essas práticas sejam abolidas com a nossa ajuda. Não frequente zoológicos nem locais que treinam animais em cativeiro, pesquise os locais antes de visitá-los, tente entender a ideologia do local: como e por que aquele animal foi parar lá, qual a finalidade e as formas de tratamento. E o mais importante: se chegar no local e identificar maus tratos, não continue. Vá embora e denuncie!

A minha saga pelas girafas ainda não acabou. Inclusive já escolhi o local ideal. Para quem também ama as pescoçudas, bate aqui e vamos marcar uma viagem juntos para o Quênia! No Giraffe Manor Boutique Hotel é possível interagir com elas em diversos ambientes, como no próprio quarto e restaurante do hotel.

Aos animais, todo o meu amor e respeito. Sempre.

1.6.17

Desafio Wanderlust: 10 perguntas e respostas



Não costumo aceitar desafios, mas adorei esse que a Andrea do Dedo no Mapa me propôs, porque me deu a possibilidade de falar um pouco mais sobre mim. São 10 perguntas relacionadas à viagens, mas quem quiser, pode perguntar mais!

Só para justificar o nome do desafio: para quem não sabe, wanderlust é uma expressão derivada do alemão: wandern = caminhar e lust = desejo. É comumente definido como um forte desejo de viajar, explorar o mundo. A expressão começou a fazer sucesso mundialmente há aproximadamente 02 anos e, hoje em dia é uma das mais queridinhas de todos os amantes de viagens.

Bom, vamos às perguntas. Quem tiver alguma dúvida a respeito, é só me contatar que responderei com prazer!

1. Quando e para onde foi o seu primeiro avião?

Foi para Caxias do Sul, acredito que em 1987.

Minha família é metade carioca e metade gaúcha, então eu sempre vivi meio lá meio cá, com essa distância ora de um lado ora de outro, porque já morei nos dois Estados.

2. Para onde já foi e gostaria de voltar?

Eu tenho uma teoria pessoal de tentar não repetir destinos, ao menos até conseguir conhecer o mundo inteiro, mas existem inúmeros lugares que eu sonho em voltar, apesar de sempre priorizar destinos novos.

Em especial no meu coração, está Bali, não apenas por ser um destino incrivelmente completo, com praias, cachoeiras, templos indescritíveis e um povo maravilhoso, mas porque não tive tempo suficiente para conhecer tudo, então fui embora com aquele gostinho de quero mais. Já pensei até na possibilidade de viver e trabalhar lá por um tempo. Se alguém quiser me convidar, eu aceito no mesmo momento.


Bali - Indonésia

3. Você está viajando amanhã e dinheiro não é problema, pra onde você vai?

Certamente fazer uma Eurotrip completa a qual já tenho um esboço de roteiro: varrer cidadezinha por cidadezinha de mochilão, sem muitos planos nem data para finalizar. Ainda não conheço o continente europeu, porque gostaria de fazer no mínimo 05 países com calma e isso demanda tempo e dinheiro...

4. Método preferido de viagem: avião, trem ou carro?

Amo os 03. Depende do destino.

Eu enxergo o avião como um meio de transporte prático e rápido, que te leva de um ponto a outro otimizando o máximo de tempo possível. Muito válido para viagens corporativas, visitas familiares e longas distâncias como um todo. Mas quando quero conhecer um país ou mais países próximos, prefiro meios terrestres, que sempre dão a possibilidade de descobrir novos lugares.

Eu não suporto andar de carro na minha cidade. O trânsito me estressa, sem contar com a violência, mas se for para viajar, posso dirigir sem parar por um ano (ou minha vida inteira) com o maior prazer. Amo a liberdade que roadtrips dão, para modificar o roteiro de última hora, parar aonde tiver vontade e ficar quanto tempo quiser.

5. Site preferido de viagens?

Google.

Não. Não estou falando do Google Trips, Maps ou Flights, que por sinal são muito bons!

Simplesmente, antes de viajar, eu pesquiso muito. Me preocupo muito em não perder nenhuma dica, tanto de destinos próximos quanto de práticas para não passar perrengue, tipo: "dicas para acampar na neve", "melhores pontos turísticos", "documentação necessária" e por aí vai. Acho a melhor maneira de diminuir a ansiedade antes de partir e chegar mais preparada também.

Em relação à passagens, eu utilizo um aplicativo maravilhoso: Hopper. Ele dá as melhores opções de datas para compra no período desejado e rastreia todas as companhias mundiais possíveis para o destino. Escolho e compro no próprio site da companhia, lógico.

6. Para onde você viajaria só para comer a comida local?

Apesar de já ter passado muito perrengue em relação à comida (principalmente na Ásia e África do Sul) e ter deixado muitas frescuras de lado para não passar fome e/ou vergonha, confesso que não existe nenhum destino que me faria me deslocar para comer algo especial, porque acabo sempre preferindo a minha comidinha e é o que mais me faz falta quando estou fora, mas como eu amo qualquer tipo de pão e massa, certamente me perderia e engordaria uns 20 kilos na Itália.

7. Você sabe seu número de passaporte de cabeça?

A metade vale?

Por conta de incontáveis processos burocráticos em fronteiras e papelada que eu tive que preencher, decorei metade do meu passaporte. Quando chega no meio eu ainda travo. Não suporto burocracia, mas nesse caso não ligo, porque sei que o dia em que eu souber o meu passaporte de cór, estarei viajando o tanto que eu tanto desejo.

8. Você prefere o assento do meio, corredor ou janela?

Não só prefiro como faço qualquer coisa para conseguir uma janelinha. O motivo é muito simples: eu apago no avião, adoro me encostar na parede e também não quero que as pessoas que estão ao meu lado passem por aquele constrangimento de querer levantar e ficar sem graça de me acordar. Claro que a paisagem também conta, 05 minutos depois da decolagem e 05 minutos antes do pouso.

9. Como você passa o tempo quando está no avião?

Eu entro no avião alimentada, hidratada e remediada (sim, eu tomo remédio para dormir antes de embarcar, já tive problemas quando o voo atrasou e eu só queria dormir). Coloco uma meia, me cubro, fone de ouvido nas músicas específicas para meditação e só acordo no destino. Quase nunca acordo nem para comer nem para ir no banheiro.

10. Existe algum lugar para onde você nunca mais voltaria?

Existe sim e seu nome é Dubai.

Sei que muitas pessoas não vão concordar, mas é a minha opinião pessoal, baseada na minha experiência.

Não existe um mísero destino no mundo que eu não tenha interesse em conhecer, mas obviamente todos tem suas prioridades e, Dubai nunca encheu meus olhos. Não tenho nenhum tipo de preconceitos, mas destinos artificiais não me despertam muito interesse.

Minha ida a Dubai se sucedeu por conta de um stopover entre a África do Sul e Orlando. Eu não nego a oportunidade de fazer um stop, sempre é um caminho para diminuir as conexões, o tempo de voo e, obviamente, conhecer um novo destino praticamente de graça. Nesse caso eu pesquisei os possíveis destinos para o stop e só tinham duas possibilidades: Dubai e Doha, então optei por Dubai.

Nos 03 dias em que estive lá (sozinha), sofri muito preconceito, fui roubada, me senti perseguida e quase fui deportada por uma história que merece um novo post porque parece até novela da Gloria Perez.

Acredito e espero que as pessoas tenham uma melhor experiência no destino, mas no que depender de mim, nem conexão eu faço mais por lá. Fiquei muito traumatizada realmente, apesar de ter conhecido pessoas muito legais, que se não fosse por elas, eu nem sei o que seria de mim.

Como tudo na vida tem seu lado positivo, esse foi o ponto chave da viagem e eu mantenho contato e espero ainda encontrá-las em algum lugar do mundo e não me arrependo também porque toda experiência é válida.




Desafio concluído e polêmico! hehehe
Agora desafio os blogs abaixo:
Jojoba Viajante
Jú Viajou
Passaporte Rodado
Comer, Amar e Viajar

26.5.17

A Eterna Busca da Liberdade



Aquela cena clássica da pessoa na moto, em uma estrada deserta, cabelos ao vento... Quase sempre é o que vem à cabeça quando o assunto é liberdade. Não deixa de ser uma maneira aceitável de tornar visível esse sentimento, porque até quem não gosta de moto, consegue sentir aquele gostinho de liberdade quando pensa na cena.


Mas afinal, qual é o gosto da liberdade?

Pra mim, ela tem um sabor muito evidente de independência. Se libertar nada mais é do que vencer seus medos e ir à luta dos seus ideais. Falando assim parece simples, mas são tantos os fatores que nos amedrontam, nos impedem de tomar determinadas decisões... Além dos mais genéricos, como a sociedade atual, a instabilidade financeira, cada um tem uma coleção de motivos pessoais, que cabe a cada indivíduo pesar na balança e tentar mensurar qual é o preço da sua liberdade.


Ser independente não é quando você completa 18 anos ou ganha seu próprio dinheiro. Independência significa saber andar com as próprias pernas. Só com elas. Sem depender de mais nada nem de ninguém. Muitas vezes a gente acha que é independente simplesmente porque trabalha, escolhe algo que vai comprar, decide algo que vai fazer, mas na hora de ir a algum lugar que ninguém quer ir, a gente trava, muda a data, muda os planos, pra conseguir se adaptar aos planos de outra pessoa.


Obviamente que não estou falando de relacionamento. Dentro de uma vida a dois, é super normal e aceitável abrir mão ou adiar coisas pra que se consiga realizar juntos. Mas você já parou pra pensar quantas coisas já deixou de fazer por medo? Um medo que muitas vezes não tem fundamento. É apenas o medo de tocar aquilo sozinho, de não ter alguém pra compartilhar.




Conheço pessoas que não conseguem tomar uma decisão simples sem consultar alguém primeiro. Pessoas até que moram sozinhas, tem sua própria vida, mas ficam em dúvida entre comprar cenoura inteira ou ralada. Por algum costume ou insegurança natural, poderiam ser independentes e não são.


Eu sempre me considerei independente até o dia em que resolvi viajar sozinha. Eu tinha várias opções de companhia, mas eu não quis. Eu precisava viver aquela experiência. E, pra minha surpresa, quando peguei o avião, me senti uma criança burlando o sistema aéreo e fugindo dos pais. Tantas coisas me passaram pela cabeça: você não está normal, por que fazer isso, seria tão legal se tivesse alguém comigo, se acontecer alguma coisa?


No primeiro dia em que acordei no hostel, tudo começou a fazer mais sentido pra mim. Eu decidi que horas eu ia acordar, para onde e como eu iria e no decorrer do dia, eu decidi mais uma série de coisas na hora, de acordo com a minha vontade, sem ter que consultar ninguém.


Falando assim, parece um sentimento egoísta (às vezes é e não me culpo por isso), mas não é que eu me incomode em viajar com outras pessoas, fazer algo que não tenho tanta vontade no momento ou deixar de fazer algo porque alguém não quer. Simplesmente é outro padrão de viagem, onde você tem você como foco principal. De fato é muito rico, parece que algumas dúvidas passadas vão se esclarecendo na sua cabeça, porque a prática do autoconhecimento é utilizada a todo momento, mesclada com lugares incríveis, pessoas e sensações novas.


Depois desse meu primeiro experimento, o mundo se abriu pra mim e eu tive coragem de fazer uma longa viagem internacional (6 meses) sozinha, sem passagem de volta nem muito roteiro, até o dinheiro acabar. Hoje eu sei que sou totalmente independente. Se eu tenho vontade de conhecer um novo bar que abriu e ninguém tem disponibilidade, eu vou. Se eu quero ir à praia às 5 horas da manhã, eu vou. E essa sensação independe de estar solteira, casada, ter muitos ou poucos amigos.


Pode parecer clichê, mas é a mais pura realidade: você só será completo quando se conhecer, se amar e sua companhia for suficiente para te fazer feliz. A partir daí, todos os relacionamentos ficam mais claros e saudáveis.



"A liberdade é a possibilidade do isolamento. Se te é impossível viver só, nasceste escravo."
Fernando Pessoa

12.5.17

Quantos pins tem o seu mapa?



11-05-17


Qual o critério você utiliza para considerar um país já conhecido por você? Qual o seu maior interesse? Conhecer lugares ou fazer check in em países diferentes?

Eu fiz 02 conexões em Tokio, ambas bem demoradas, certamente se eu tivesse me programado melhor, faria um stopover e estenderia o período, mas eu não tinha a documentação nem o dinheiro necessário para isso. Fiz check in no aeroporto, postando uma foto de um aviso relacionado ao Brasil. Várias pessoas comentaram que eu já conhecia o Japão.


Não, gente! Pera aí! Eu conheço apenas o aeroporto de Tokio! Tem pessoas que fazem check in em uma conexão e já consideram como o país um local já "desbravado". Colocam o pin no mapa e vão pra próxima conexão. Na verdade eu não me sinto confortável nem de dizer que eu conheço um país, se eu não conhecer pelo menos 50% dos Estados dele.



Eu tenho uma parede branca em cima da minha cama, reservada para um mapa daqueles de pins, mas eu ainda não encontrei um que tivesse todos os Estados de cada país (inclusive se alguém souber, agradeço). Eu não acho legal conhecer o Rio de Janeiro e São Paulo e marcar o Brasil inteiro.

Não é simplesmente pela questão de marcar ou não, mas eu vejo o mapa como uma ferramenta que me mostra o que eu conheço e o que eu ainda posso conhecer, qual roteiro melhor se encaixa para eu conseguir conhecer outros lugares na minha próxima viagem, que região ainda não conheci dentro de um determinado país.

Todos nós temos sede de desbravar o mundo, mas não vale a pena fazer uma Eurotrip de 7 dias e pisar em 3 países. Porque isso é literalmente pisar. Entendo que muitas vezes o tempo e a grana são curtas, então opte por outro roteiro que te dê mais possibilidade de efetivamente conhecer, curtir os lugares por onde passar e deixe a Eurotrip pra quando você tiver um mês disponível.

Viajar não é chegar, postar uma foto no Starbucks, fazer um check in e correr pro próximo destino. É conhecer o povo local, a cultura, entender como aquela região funciona, descobrir lugares que poucos conhecem, viver o lugar, pra que ele não fique apenas na foto, mas no seu coração. Isso vale muito mais que pins colocados aleatoriamente.

Programe-se para conhecer lugares, pessoas, comidas, bebidas, costumes e não apenas dizer que esteve por lá. Deixe o destino fazer alguma diferença em você e faça nele também!

8.5.17

Conheça a sua casa

Comparação territorial
Comparação territorial dos Estados brasileiros com outros países


Precisamos conhecer nossa casa para bater na porta do vizinho. Pra quem não pensa a respeito desse assunto,  pode parecer um pouco irrelevante, mas se sente a importância dele quando estamos vivenciando outras culturas.

Longe de mim discutir política, mas desde que Cabral ancorou aqui, o Brasil é divulgado para o mundo como país tropical, de samba, oba oba e prostituição. É prejudicial, é feio, mas é o que basicamente movimenta o turismo no nosso país desde os primórdios.

No mundo ideal, se o poder público focasse na divulgação da nossa cultura e tantas belezas naturais, conseguiríamos aumentar tanto a quantidade, quanto a qualidade do turista que recebemos aqui, talvez também expandindo as opções de atrativos, visto que a imagem do Brasil se limita em Amazônia (selva), Rio de Janeiro (samba), Nordeste (praias) e Sul (serra e cataratas). Ué! Cadê o oba oba e a prostituição? No momento em que você desembarca em qualquer aeroporto do país!


Chapada das Mesas
Chapada das Mesas - MA

O Turismo não se limita apenas à imagem do país no exterior, mas há de se pensar no mercado que é movimentado internamente e o que efetivamente poderia ser movimentado e está parado, desconhecido. Nós somos o 5° maior país do mundo, com 8.515.767,049 km² de território. Não é possível que haja alguém nesse mundo que não se interesse por um kilometrozinho desses!


Nobres
Nobres - MT

Independente de possuir ou não um plano de Turismo efetivo, nós somos a maior propaganda do Brasil para o mundo. E digo mais: já temos um ponto positivo! Dentre inúmeras pesquisas realizadas ao longo dos anos, o povo brasileiro sempre é apontado entre os 10 mais simpáticos e acolhedores desse mundão de meu Deus. Em 2011, ficamos em 1° lugar no ranking!

Portanto, amigão, se você não for uma pessoa desagradável, mau humorada, egoísta ou desonesta, tenha certeza de que será muito bem recebido na maioria dos lugares que deseja visitar (obviamente sempre haverá exceções, mas a gente leva de experiência).

Todos nós somos condutores de cultura e experiências, assim como nos enriquecemos com pequenas conversas ao longo da nossa trajetória, temos que pensar em enriquecer quem está ao nosso redor também; valorizar essa troca.


Cambará do Sul
Cambará do Sul - RS


Se um gringo fala para você que não tem interesse no Brasil porque não curte praia ou odeia samba, você vai se calar, ou vai apresentar outras alternativas a ele?
Nós temos serra, chapada, grutas, sitios arqueológicos. Nós temos MPB, forró, pop, rock, bossa. Nós temos tudo!

Se você não conhece esse nosso tudo, mude o seu foco para dentro. Nós temos incontáveis destinos encantadores, que por muitas vezes não tem nem divulgação interna, mas sempre tem uma tiazinha te esperando de braços abertos, com um PF caseiro e muitas histórias para compartilhar.

Antes de sair para ver o novo, conheça o que você tem em casa! Eu garanto que não será nem um pouco sacrificante!


Piranhas - AL

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5.5.17

A minha bagagem

Bagagem da Carol




Meu nome é Carolina, mas prefiro ser chamada de Carol, nem precisa de intimidade para isso, na verdade eu prefiro Carol mesmo. Nasci no Rio de Janeiro, mas minha família materna é do Rio Grande do Sul. Me mudei por diversas vezes na minha infância em virtude da vida nômade dos meus pais. Sempre vivi viajando. Inconscientemente isso me gerou uma facilidade natural às mudanças radicais e também me ajudou a me relacionar com as pessoas.

Antes de trabalhar, ainda na escola, eu não comia merenda, ia e voltava a pé, para economizar todo o dinheiro que eu tinha, além da minha mesada, para conseguir viajar nos feriados, finais de semana e recessos que eu inventava pros meus pais e eles só descobriam depois que chegava uma advertência (quando eu mesma não assinava). Mesmo na minha última recuperação, sem tempo para estudar, consegui um emprego temporário, contra a vontade deles, só para garantir o dinheiro pra minha viagem de Carnaval. Dos meus 15 anos até hoje, quase nada mudou.

Quando finalmente passei raspando naquela recuperação, eis que veio a dúvida na minha cabeça: E agora? Ninguém mais decide o que eu vou estudar ou não! Eu nunca gostei de estudar, poderia ao menos nesse momento da minha vida escolher algo que me interessasse e modificar essa minha visão de que 70% do que eu havia aprendido não serviria para nada. Mas o que? O que eu gosto de fazer? Eu só trabalho para poder sair e viajar... Viajar... É isso! Vou fazer Turismo!

No primeiro dia de faculdade foi perguntado para todos os alunos da sala por que escolheram fazer Turismo. Eu respondi porque eu gostava de viajar. Não me senti bem com aquela resposta, porque isso é tão superficial. Um proctologista então, gosta de que? Um coveiro, uma pessoa que estuda a vera pra passar num concurso para trabalhar no IML... Me senti um pouco mais confortável quando não me julgaram, porque mais da metade da turma respondeu exatamente a mesma coisa, mas ao final, o professor indagou: Gente! Quem não gosta de viajar? Obviamente gostar de viajar é a obrigação de vocês, mas não pensem que ao se formarem, vão pegar uma mochilinha e sair por aí explorando o mundo! Pensem que vocês vão trabalhar para quem faz isso. Inclusive aos finais de semana e feriados!

Aquele primeiro baque aos meus 18 anos foi quase que certeiro para eu desistir da carreira e pensar em algo rentável, como Medicina ou Direito, mas além de não ter grana pra bancar uma faculdade dessas, eu realmente não tinha interesse nenhum. Sempre amei animais e a minha segunda opção seria veterinária, mas infelizmente também não era pra mim. Admiro muito quem consegue, mas eu desmaiaria no primeiro sangue que eu visse e desistiria no primeiro artigo que eu tivesse que decorar. Acho que só não sou católica porque a Bíblia é muito grande....
Naquele momento confesso que resolvi ficar porque eu já havia pago o semestre (com desconto de comerciária), não tinha nada mais interessante em mente e não queria ouvir mimimi de "Carol é imatura, irresponsável, muito fogo de palha! Mal entrou e já desistiu!". Assim eu aturei Estatística I e II, Administração, com um professor que era um carrasco, mas descobri tantas matérias encantadoras, tantas pessoas realizadas em seu trabalho, um leque enorme de opções se abriu a minha frente e eu me apaixonei. Paixão é exatamente isso: você passar por cima ou nem enxergar os defeitos do outro, porque as qualidades no momento são muito maiores. Eu passei por diversas matérias que eu considerava entediantes e difíceis quase que sem sentir e, no final me acrescentaram. Estagiei em operadoras, agências e hotéis e pude conhecer pessoas que não gostavam de viajar. Também pude escolher o que eu não queria para o meu futuro.

Ao entregar minha monografia, me dei conta que a minha resposta do primeiro dia não havia modificado. Eu apenas conseguia respondê-la com mas propriedade. Eu escolhi aquela profissão porque eu realmente amava viajar. Não apenas conhecer lugares, mas pessoas, culturas, conversar sobre experiências. Eu realmente não poderia ir para um caminho diferente.

De lá pra cá, eu também constatei que vida de Turismólogo (quase ninguém conhece essa palavra) não são ferias. Você realmente trabalha muito, dependendo do ramo e da empresa, se você não tiver controle, você perde a sua vida pessoal para se dedicar no profissional. Em contrapartida, eu ouvi histórias, vi e participei de sonhos realizados, pude desfrutar de diversas mordomias nos meus momentos de descanso e cresci muito como profissional do meio.

Quando eu completei oito anos de profissão, minha vida deu uma reviravolta. Eu me mudei novamente, meu casamento acabou e eu decidi sair do emprego em que eu estava estabilizada há 3 anos para realizar meu sonho de fazer um intercâmbio. Como eu estava trabalhando com Turismo nacional há muito tempo, meu Inglês tinha ido por água abaixo e aquele momento era meu. Há muitos anos, eu não me via sozinha e independente, por isso resolvi vender tudo o que eu tinha e partir para a África do Sul, fazer um intercâmbio por conta própria.

Durante todos esses anos, eu sempre utilizei minhas viagens para refletir, pensar na vida, mesmo que fosse um final de semana na cachoeira ao lado de casa. Sempre tive muito a compartilhar em relação à experiências e "pensamentos de viagem", mas essa viagem realmente mudou a minha vida, me mudou como pessoa, eu sinto que cresci 40 anos em 4 meses. Ela que me impulsionou a criar o blog (com a pressão de outras pessoas em volta também). O intuito do Bagagem da Carol é contar as experiências e o meu ponto de vista sobre as vivências de viagens, sem ordem cronológica, apenas sentimental. Obviamente, quem quiser dicas sobre os destinos, eu vou compartilhar, porque não sou egoísta, mas não tenho vontade de seguir o "molde padrão sociedade". Aproveito para frisar que o blog é pessoal e nele consta o meu ponto de vista. Não tenho papas na língua, sou super aberta à discussões saudáveis, mas não tenho paciência nem tempo para mimimi.

Esse é o blog. Essa sou eu.